segunda-feira, 5 de outubro de 2009

AMÁLIA RODRIGUES: A VIDA É UM LONGO ADEUS






«Toda a gente vai acreditar naquela [história] que não é a minha porque a minha é muito simples e as coisas simples não têm história.»
No Verão de 1994, Amália Rodrigues fechou com estas palavras a cortina da cena da sua vida artística. Verdadeiramente, todavia, a cortina cerrou o palco e as luzes sobre a plateia acenderam-se pouco tempo depois, na noite de 11 de Dezembro desse ano, no Coliseu dos Recreios de Lisboa. Era o adeus, o fim, essa palavra que trinta anos Amália Rodrigues dissera ser uma «palavra horrível.»
Terá sido uma história simples, a de Amália Rodrigues, a cantora que deu à palavra fado o seu significado mais profundo, mais sanguíneo, e a sua imagem definitiva. Não se confunda, porém, simplicidade com evidência. A sua entrega em palco parece ser indissociável de uma distância imposta pelos atributos da sua presença: hieratismo, palavras breves, escuridão do traje.
Mas a história simples e as coisas simples que não têm história. Talvez não tenham; mas essa circunstância não lhes nega o mais profundo e indecifrável mistério que possam ter.
Na longevidade do seu cantar, nos contornos trágicos e ternos da sua voz e do seu rosto, Amália Rodrigues foi um mistério.

2

«Amália conhece o rasgo, a qualidade do que fala em todos nós de raça, de obscuro e de elementar. Como o ça freudiano, por mais que a cultura e o bom tom nos reprimam essa voz ela não morre dentro; e basta que uma Amália a vibre em qualidade para nela nos reconhecermos [...]. Por sobre tudo o que acumulámos de sublimação, há o que ficou em nós do que nos moldou o sentir. Amália revela-nos isso mesmo. E no segredo de nós, nisso mesmo nos reconhecemos.
Deêm-se-lhe as voltas que se quiserem, o lastro de nós próprios, o nosso ser fundamental de Portugueses está ali [...]. Amália é a grande cantora do português fundamental.»
Vergílio Ferreira, Conta Corrente (1977-1979) II, 2,ª ed., Amadora, Livraria Bertrand, 1981, p. 145. Entrada de 19 de Dezembro de 1977.
«Mas canto, sim, a angústia, a outra dor, a mais profunda. Acho que é mais certo dizer-se que gosto de cantar a angústia [mais] do que a dor propriamente dita.»
Amália Rodrigues, R&T Rádio e Televisão, 05-12-1970, p. 18.

«Aquela mítica identificação com Portugal, que alguma gente neste século tem tentado, só verdadeiramente Amália a conseguiu, e sempre do modo mais involuntário.»
David Mourão Ferreira, «Amália por Amália», JL-Jornal de Letras, Artes e Ideias, 23-03-2987, p. 8.




No final do jantar, o irmão pediu-lhe, numa solicitação repleta de ternura e de admiração no sorriso de lágrimas invisíveis, que cantasse uma canção que ele sempre gostara: «Gorrioncillo». No topo da mesa, onde estava sentada, levantou-se e cantou. Quando terminou a canção, todos os presentes por sua vez se levantaram e aplaudiram. O sorriso com que agradeceu os aplausos brilhava de saudade e de tristeza. Dava a impressão de ter querido e, ao mesmo tempo, ter preferido não cantar. Naquela noite quente de Verão, as minhas dúvidas dissiparam-se e tive a certeza de que ela não voltaria aos palcos e pareceu-me que essa certeza era, em primeiro lugar, dela. («o fado é a lucidez»). Uma certeza mais longínqua que eu nessa altura não podia saber.
Para mim, ela voltaria sempre, desde aquela tarde de 23 de Julho de 1980, quando transpôs a porta de entrada da sua sala de estar e eu vi Amália pela primeira vez.
Era o dia 23 de Julho de 1999 e foi a última vez que ouvi Amália Rodrigues cantar.





Encarna e, ao mesmo tempo, transcende o fado. É o princípio e o fim do fado. Canta-se a ela própria e no que dela se encontra com a poesia, desde as palavras às flores, desde os prados às estrelas. O seu canto é, assim, o milagre da inteireza desse encontro. As palavras que diria se lhe fossem dadas a dizer. Encontrar-se-à, no ocaso, ainda consigo.
A sua voz projecta-se, viaja como o vento, umas vezes rasando, cedendo ao apelo do chão, outras vezes alteando-se na mágoa do seu desencontro com o mundo. Deixa um lastro de estrelas sobre o mar, para além do fado. Para além do próprio tempo, penso, enquanto a oiço cantar «Abandono». É no fado que habita e se reconhece - e ainda mais se reconhece quando o fado foi um acaso, a cantiga que tinha ao pé da porta, como sempre disse; não procurou nada - e, no entanto, recusa o fatalismo vulgar e antigo do fado; o castiço das tabernas e das alcovas do crime. Tornou-se no modelo vocal e imagético do fado. É fado, mesmo em outras expressões idiomáticas e musicais; a sua voz permanece, e ó próprio som da tragédia, do drama. Nela, tudo é, num mesmo tempo, novo e antigo. Dela pode dizer-se que inventou o fado, tal como pode dizer-se que reinventou a identidade portuguesa do século XX sem ter deixado de lhe conferir uma legitimidade histórica de cariz sentimental, poético, telúrico. «Com Que Voz.»

Talvez seja o silêncio, um silêncio cheio de mar, cheio de longe a perder de vista, que o céu incerto e indiferente à crença confunde com o horizonte. Um silêncio de luz de areia, a fronteira das marés na praia. Um intocável instante suspenso numa inflexão, num lastro de voz, sinal de uma estranha felicidade que nos ilumina a fronte. («Fala-se tanto de felicidade, mas a felicidade o que é? Não se pode meter toda uma vida numa palavra.»[1]). A parcela de crepúsculo e de noite que nos habita. A madrugada, o frio seco da geada da manhã, o desejo de uma estrela, «o desejo de vê-la.»[2] Um traço de solidão, sulco de cansaço na matéria da vida a que não voltamos a face - «Tudo o que faço ou não faço / Outros fizeram assim / Daí este meu cansaço / De sentir que quanto faço / Não é feito só por mim» [3]. Um traço de solidão só, e a ilusão florida de uma qualquer salvação nesta repetição de palavras. É muito difícil escrever sobre ela porque a tentação da musicalidade das palavras é enorme, nem sempre se consegue evitá-la, pois parece que só a poesia pode corresponder à poesia. Um traço de solidão à medida só dela - «vivo a tristeza mais profunda e a alegria mais simples» [4] - que o tempo foi riscando na voz e acabou por resumir numa palavra: lucidez: «transmito agora às pessoas mais a força do fado, que é a força do destino e da solidão»[5]. Talvez seja um silêncio de seara tocado pelo vento e que ficou depois, numa permanência sem nome nem lugar do que nos transcende.
O ocaso do dia desceu já para além das nuvens em fogo. Algo indecifrável, seja o que for, começa agora. Vejo esse indizível deste quarto ateado pela luz do crepúsculo onde começo as palavras de um livro que o destino condenou a não ter fim porque o tempo, essa outra condição, esse cabo ao fim de nunca mais, deporá como rosas em regaço, sobre estas palavras de agora, a poeira insuspeita da imperfeição. A noite desceu sobre a terra mas a noite ainda não está completa. A sua voz virá quando a noite for noite. Quando a noite não tiver salvação senão na sua voz. Os anos passaram, entretanto, sobre as palavras até aqui. «Oiço apenas o silêncio / Que ficou em teu lugar»[6]. Cada palavra do que agora principia é o lugar do impossível, uma liturgia e uma celebração da Arte, um campo de guerra por igual ao silêncio, à mudez telúrica da angústia e da solidão, à exuberância inicial da alegria, «obsessão do reverso do negrume»[7].

Abro a janela do quarto onde escrevo, mas a noite devolve-me, intacto, o mistério. «As pessoas fazem demasiadas perguntas para respostas que não podem ter», disse-me, em sua casa, numa noite de Abril de 1992. Demorei anos a alcançar o sentido desta frase simples, incisiva e perturbadora.

Janeiro de 1998. Na televisão, o vídeo reproduz imagens de recitais que consigo identificar e datar: na Roménia, em 1968, em Itália em 1972, na Tunísia em 1972 e de novo na Roménia em Janeiro de 1976.. Ela vê e ouve com atenção, percebe-se que desfia cada pormenor, que celebra em silêncio uma insondável saudade de si mesma, que está orgulhosa do que conseguiu realizar, que tem medo do esquecimento, que se ausenta do belíssimo salão principal da sua casa. Onde está. É mais do que a imagem de si própria aquilo que celebra: pormenores, estados de espírito, alturas absolutamente irrepetíveis da voz. Não faz muitos comentários e sorri a algumas das observações que vêm das pessoas presentes no salão. Está distante, adia a solidão. A maioria das pessoas não hesitaria em qualificar a atmosfera que ali se vive como a imagem acabada da decadência - uma grande cantora, retirada dos palcos, a ver-se e a ouvir-se a si mesma. Para mim, nada mais existe ali senão a aceitação da ordem natural da vida, o medo do esquecimento, a última âncora antes do fim: a memória. E, hoje o entendo, uma tristeza sem fim, adivinhada, mas, de qualquer modo, sem fim. Uma pena, um queixume sem solução, sem soluço. Há uma grandeza inata na forma como se vê a si mesma. Creio que passa por tudo outra vez, até ao recanto ínfimo do grão da voz que preenche agora o salão. Uma força única que transforma tudo o que canta.



No vídeo que reproduz o recital da Roménia, de 1968, Brasov, I Festival Internacional de Música Ligeira, canta «Lisboa Antiga», «Meu nome sabe-me a areia»,«Malhão de Águeda», «Porompompero», «La luna y el toro», «L'important c'est la rose», «Barco Negro», «Coimbra», «Lisboa não sejas francesa». Nas imagens da Tunísia, IX Festival Internacional de Cartago, 15 de Julho, vê-se a sua entrada no palco construído no Teatro Romano, a guitarrada que abre os seus recitais, «Limão, verde limão», «Lisboa antiga», «Meu nome sabe-me a areia», «Florero», «Meia noite e uma guitarra», «Lisboa não sejas francesa», «Vou dar de beber à dor», «Barco Negro», «Tani», «O cochicho» e «Tirana». O registo do recital de 1973 em Itália, é constituído por imagens filmadas por Augusto Cabrita e destinados a dois filmes documentários que não chegaram a existir. Falou-se nisso na imprensa e Augusto Cabrita disse: «Quando se restringe um campo e Amália entra pela câmara, sente-se toda a sua força espontânea de criação»[8]. Na mesma altura, o seu viola-baixo, Joel Pina, deu dela uma perturbadora definição: «uma cantora que parece zangada com a música, uma fadista de verdade espontânea, natural , que canta sempre de modo diferente, nem ela sabe como»[9]. Espontânea, solta, trilhando a música dentro da própria música conheceora da plateia italiana que tem à sua frente, canta «Ó careca», «O cochicho», «Porompompero», «Malhão de S. Simão», «Ammor dammi quel fazzolettino», «Lá vai Lisboa», «É ou não é?». Passa adiante parte considerável da gravação do recital de Bucareste de 1976, não gosta de se ver, e consente que se oiçam apenas, do alinhamento, as canções de folclore. A sua voz vibra, aí, com uma limpidez primaveril, uma clareza inocente de infância perdida: «Malhão de Águeda», «Cheira a Lisboa», «Malhão», «Tiro liro liro».


É demasiado lúcida para não reconhecer a fronteira inevitável do passado. É por essa mesma lucidez que se «condena», agora, a viver no passado. É a realidade que a atormenta, a realidade-mesma onde já não se reconhece: «de outra poesia que me mete na realidade das coisas não gosto. Eu gosto de sonhar. A poesia para mim é aquilo que podia ser, não aquilo que é»[10].
Esqueço por momentos breves as imagens no écrã da televisão e desvio o olhar. Oiço-lhe a voz, canta ainda em Itália, em 1973, vejo-a de perfil, atenta, no círculo de si própria, prestes a fechar-se. A imagem real que dela tenho nesse preciso momento confunde-se, na minha memória, com a distância das fotografias. O tempo adquiriu uma feição qualquer que não reconheço. As imagens a preto e branco que se sucedem na televisão prendem-lhe no olhar uma pena e uma felicidade tranquila, uma resignação ao fim, palavra que confessou não gostar, espinho sangrento nas rosas vermelhas de que gosta: «tlvez por a morte me impressionar. Não a minha. Mas a morte-fim. A morte em que acabam todos e tudo. O fim é uma palavra horrível. Essa, sim, impression-me»[11]. E todavia parece-me ser um orgulho puro, ingénuo, o que ao mesmo tempo a move a partilhar com os presentes aquelas imagens raras.
Folheio o livrete do disco Coliseu, editado em 1987. Detenho-me na fotografia em que se benze antes de entrar em cena, antes do sacrifício na liturgia da sua voz. O xaile e os tecidos opacos e pesados foram substituídos por um longo drapejado de mousseline negra ornamentada de penas. Creio que jamais teremos a percepção do mistério da sua longevidade. «Tenho uma idade tão antiga que nem sei» [12]. Desde o princípio: «Eu comecei muito velha muito nova»[13]. Um condão? Um sentimento tão antigo como as estrelas antes do Mundo? «Tive uma sensibilidade muito esquisita para uma criança muito nova. Qualquer coisa mexia muito comigo»[14].

De uma atávica e não traduzível lonjura, de um tempo fechado sem redenção, a voz dela nos chama em ramos quebrados de luz de Inverno e de abandono, em ouro de trigo e de solidão. De solidão, essa palavra feliz sem salvação. Que voz é a dela que nos chama assim, de lugar nenhum que sabemos onde está; que dor nos chora de silêncio murmurada, calada e na voz dela nos afoga e ilumina? Que noite-noite nos submerge nesse «cantar que ficou suspenso»?[15]. Que lucidez daí nos revela em recanto de mãos abertas e lábios firmes o nosso mais secreto silêncio que a voz dela nos traz ao dia como a chaga do lado que não sabemos dizer? Que mágoa nos chora e nos descobre a fronte nessa «lama do barro divino / Que cada um julga ser»?[16]. Que vagar de campos nocturnos nos afoga e nos ilumina?

Talvez o silêncio que nos ata depois ao pescoço um soluço de ausência de nada, dela «rodeada de cardos / Por tantos lados»[17], um lastro de impossível silêncio, um sulco a ferida que nos toca. A isso que por nós, em lugar de nós chora, nos dói e nos mói. «E o fado teimosamente / No coração e na boca»[18], oiço-lhe agora no silêncio da noite de uma casa de paredes brancas que a luz do candeeiro macera e revela.


Talvez seja a asa de um consolo. A guarida de um soluço sem razão. Só e sem motivo. Talvez um choro ancestral, um véu de Outono, um cansaço sem nome que nos redime de uma tristeza entranhada até ao sangue, um céu azul de nuvens esfaceladas a aguardar o perfil negro que fica depois do fogo final. Talvez seja, e disso não nos damos conta, nesta vida desvairada [onde] ser feliz é coisa pouca»[19], um adeus sem remissão, antigo, muito antigo, de olhos «Que nunca tão tristes vistes / Outros nenhuns por ninguém»[20]. Talvez seja o sossegado dom do silêncio, deserta condição do grito. O mistério, o eco das veias e do sangue.
Na solidão do frio daquele Inverno que na rua me cortava a face, recordei-a.


Quando na ordem natural da vida, de tudo e de todas as coisas, a Voz, só por erro apressado de alheio julgamento lhe fugia, maior era o rasgo da solidão. A noite então se enleava nela, imóvel, de mãos em viajem pela escuridão dos palcos, de longo vestido preto de afastamento. «Mio modo di tormento / Mio ecco lontano»[21]. De pranto a noite nela se transfigurava. «Deixa ficar comigo a madrugada / Para que a luz do sol me não constranja»[22]. É-nos dado tempo, reconhecemos aí a plenitude do milagre e da tragédia, a dádiva e o abandono, mas em todo o caso é-nos dado tempo - uma estranha e adivinhada finitude que por esse mesmo âmago, do tempo e pelo tempo visível, mais inverosímil se afigura. «Se não déssemos pelas coisas não havia drama»[23].



O tempo não passou por ela, de facto. E os retratos sempre foram o que são agora: em papel fixados, sem apelo nos escapam. E todavia são um horizonte para sempre habitado. O seu canto é a recapitulação constante do genesis de si própria, identidade de um destino irredutível, incontornável, irreversível, nomeado e aceite naquele «foi» de «Foi por vontade de Deus / Que eu vivo nesta ansiedade / Que todos os ais são meus / Que é toda minha a saudade / Foi por vontade de Deus»[24].

Nada é, tudo já aconteceu, tudo tem já a marca dessa enigmática palavra «destino» e o acontecer de agora, apesar de lugar imperfeito, é o esplendor, a dádiva, o toque no ombro de asa divina que tudo isso, seja o que isso for, traz á claridade como revelação. Tudo está escrito num lugar impossível do Universo, num ponto do Nada - «Acho que as pessoas são aquilo que têm de ser, isto é, que ninguém pode mudar o rumo da sua vida. este conceito que possuo, adaptei-o filosoficamente a mim própria. Sou o que sou porque tinha de o ser. Sou uma pessoa com poucas certezas e muitas dúvidas. Uma das minhas dúvidas é precisamente esta, a de saber qté que ponto as pessoas podem mudar o seu destino. E se, quando pensam que estão a "mudá-lo", não estarão, precisamente, a segui-lo...»[25]. «"É por vontade de Deus" não é tão fatalista, não étão fado. "Foi"! Já não se pode mudar. "Foi por vontade de Deus / Que eu vivo nesta ansiedade / Que todos os ais são meus / Que é toda minha a saudade / Foi por vontade de Deus". Não "É por vontade de Deus", porque pode mudar; hoje é sexta-feira, amanhã é sabado. "É" é uma coisa... o "Foi" já foi» [26].

Jamais alcançaremos o profundo mistério da longevidade da sua Voz, o ícone em que se transformouo seu rosto talhado em sombra, imagem quase esculpida no mesmo cinzel da arte que para outros tempos remetemos. Um longo adeus prefigurado que uma esplendorosa manhã de sol frio de início de Outono aceitou e a terra, enfim, na sua paciência de milénios, guardou como um lago de silêncio.

Amália.

Caldas da Rainha, 1999-6 de Outubro de 2009.

Fotografias: Jorge Muchagato, Agosto de 2009.




[1] - Expresso Revista, n.º 1304, 25-10-1997. «Mulheres do século XX. Amália, os versos da voz», entrevista porInês Pedrosa.
[2] - Fado «Meu Nome Sabe-me a Areia», poema de Vasco de Lima Couto, música de Alfredo Duarte. Edição: «Fados 67», 1967.
[3] - Fado «Cansaço», poema de Luís de Macedo, música de Joaquim Campos, versão de 1965. Edição: «Segredo», 1997.
[4] - Semanário, n.º 725, 25-10-1997. «Amália poeta / Amália lança livro de poemas / O que toda a gente sente», texto e entrevista por Torquato Sepúlveda.
[5] - Sete, 08-11-1990. «Obsessão a alma de Amália [1.ª pág.] / Amália Alma, Obsessão», texto por José Manuel da Nóbrega, p. 10-14.
[6] - Fado «Abandono», poema de David Mourão-Ferreira, música de Alain Oulman. Edição: Amália Rodrigues, 1962 (também conhecido como «O Busto»).
[7] - Fernando Dacosta, «O voo da esfinge», in Amália. Uma força da Natureza, fotografias de Gisèle Daubenfeld e Leonilde de Jesus Henriques, textos de Miguel Esteves Cardoso, Sintra: Colares Editora, 2001, p. 14.
[8] - Augusto Cabrita a O Século Ilustrado, 17-03-1973. «Amália em Roma. Primeiras iamgens de filmes novos»/«As primeiras imagens de filmes novos. Amália e o seu mundo aos nossos olhos». Texto não assinado, fotografias de Augusto Cabrita.
[9] - Joel Pina a O Século Ilustrado, 17-03-1973.
[10] - Amália Rodrigues em entrevista ao programa «De mãos dadas: a mulher e a vida», RDP, Programa 1, 04-04-1984.
[11] - R&T Rádio & Televisão, n.º 374, 05-12-1970. «Amália 50 anos», entrevista por Jorge Schnitzer, p. 18.
[12] - Activa, n.º 12, Dezembro de 1991. Entrevista por Isabel Figueiredo.
[13] - Diário de Notícias, suplemento «DNA», n.º 48, 25-10-1997. «Diva», entrevista por Catarina Carvalho, fotografias por Inês Gonçalves.
[14] - Ibidem.
[15] - «Obsessão», poema de Francisco Bugalho, música de Carlos Gonçalves. Edição: Coliseu 3 de Abril de 1987, 1987 e Obsessão, 1990.
[16] - «Barro Divino», poema e música de Álvaro Duarte Simões.
[17] - «Amêndoa amarga», poema de José Carlos Ary dos Santos, música de Alain Oulman. Edição: Cantigas Numa Língua Antiga, 1977.
[18] - «Não é desgraça ser pobre», poema de Norberto de Araújo, música do Fado Menor do Porto com arranjo de José Fontes Rocha. Gravação de 1973, edição: Segredo, 1997.
[19] - Ibidem.
[20] - «Partindo-se», poema de João Roiz de Castelo Branco, música de Alain Oulman. Edição: Amália canta poesia medieval portuguesa», 1968.
[21] - «Mio amor, mio amor», adaptação italiana, por R. Arnaldi, do fado «Meu amor, meu amor (Meu limão de amargura)», poema de José Carlos Ary dos Santos, música de Alain Oulman. Edição: Mio amor, mio amor, 1973.
[22] - «Sombra», poema de David Mourão-Ferreira, música de Alain Oulman. Edição: Fado Português, 1965.
[23] - Amália Rodrigues, in Vítor Pavão dos Santos, Amália. Uma biografia, Lisboa: Contexto, 1987, p. 154.
[24] - «Estranha forma de vida», poema de Amália Rodrigues, música de Alfredo Duarte (Marceneiro) (Fado Bailado). Edição: Amália Rodrigues, 1962.
[25] - R&T Rádio & Televisão, n.º 374, 05-12-1970. «Amália 50 anos», entrevista por Jorge Schnitzer.

Sem comentários:

Enviar um comentário